Recordo-me perfeitamente dos meus dozes anos de idade, era um mundo triste, solitário, confuso sem amigos. Vivia só a cada momento, a cada segundo de minha vida, dias e dias se passavam e eu não existia para a sociedade. As pessoas olhavam-me mais não me via, não sentiam e não falavam. Sofri calada por bom tempo. Porém, havia outro mundo que me chamava atenção, um mundo criado por nós, seres humanos, um mundo ilusório que chamamos de mundo virtual.
Ao anoitecer, chegava aos meus pais em conflitos segurando um bolo do meu aniversário. Minha felicidade? Não sei onde estava. Não cantamos parabéns, nem nada. Peguei a minha fatia e me dirigir de volta ao “meu mundo”. Hoje, tenho ilusões e sofrimentos por aqueles momentos que passei. Confiava em pessoas que não conhecia e nem sabia certamente com quem me envolvia. Muito complicado para mim, para minha consciência, para a minha vida.
Sair deste mundo, sem perceber, fiquei contente por conhecer o mundo verdadeiro, mesmo com momentos tristes e felizes, fiquei contente, sei com quem me convivo e o que será minha vida de agora. O que sinto? Apenas amor, muito amor... Ao mesmo tempo tenho que manter em silêncio. Ao menos uma chance, assim como temos todos os dias “chances” para corrigir nossos erros, nossas ações e palavras. O ruim é que muitos não sabem o que é amar, mas sabem definir perfeitamente o sentido de prazer e poder, o que não se deve refletir na mente humana.
Michele Bethiane Melo Marinho e Silva
09 de Novembro de 2011
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