quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Bronca

            Ah... Coração, apenas gostaria que parasse de bater. Estou cansada de confiar, aceitar, preocupar-me. Por que será? Novamente me encontro como se estivesse há um ano e onze meses atrás e não desejo de forma alguma adentrar neste mundo novamente. Está tudo tão confuso, bagunçado, que me causa alegria e tristeza momentânea.
Olho em seus olhos, não há como desviar-se. O sorriso chama-me atenção como gritos pelo meu nome. O abraço que me contagia e conforta-me. Estou dependente novamente (shit). Não estou sabendo agir, não sei como agir, não quero, não aceito. Amar para quê? Sei que a terra é um planeta para quem sofre por amor (se formos ver de certo ângulo) e que ainda estou aprendendo a amar. Muito complicado, eu sei.
Oh... Sua maneira de falar, expressar e sorrir... Não tenho palavras certamente para decifrar. Signos, não sei a causa. Gosto, maneiras, como pode ser? Estou com medo e assustada. Será que é você ou mais um professor em minha vida? Tempo. Gostaria de saber, ter conhecimento de suas respostas. O que me pergunto é “Será?” Se for que seja para valer. Mas não estou pronta ou estou?
Ah... De novo não!

Michele Bethiane Melo Marinho e Silva
23 de Dezembro de 2011

domingo, 4 de dezembro de 2011

Ainda é cedo...

Uma menina me ensinou
Quase tudo que eu sei
Era quase escravidão
Mas ela me tratava como um rei
Ela fazia muitos planos
Eu só queria estar ali
Sempre ao lado dela
Eu não tinha aonde ir
Mas, egoísta que eu sou,
Me esqueci de ajudar
A ela como ela me ajudou
E não quis me separar
Ela também estava perdida
E por isso se agarrava a mim também
E eu me agarrava a ela
Porque eu não tinha mais ninguém
E eu dizia: - Ainda é cedo
cedo, cedo, cedo, cedo.
Sei que ela terminou
O que eu não comecei
E o que ela descobriu
Eu aprendi também, eu sei
Ela falou: - Você tem medo.
Aí eu disse: - Quem tem medo é você.
Falamos o que não devia
Nunca ser dito por ninguém
Ela me disse: - Eu não sei mais o que eu
sinto por você.
Vamos dar um tempo, um dia a gente se vê.
E eu dizia: - Ainda é cedo
cedo, cedo, cedo, cedo.


Legião Urbana